BNCC Matemática na Educação Infantil Episodio 08

BNCC | Matemática na Educação Infantil | Objetivo EI01ET06 | Episodio #08

Neste post vamos analisar mais um objetivo de aprendizagem e desenvolvimento proposto pela Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, para a Educação Infantil, mais especificamente para bebês, de zero a um ano e seis meses.

Objetivo EI01ET06

Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e fluxos nas interações e brincadeiras (em danças, balanços, escorregadores etc.).
Abordagem das experiências de aprendizagem

Os bebês aprendem com todo o seu corpo e seus sentidos. Por meio de interações e brincadeiras envolvendo ritmos, velocidades e fluxos, desenvolvem a noção de ritmo individual e coletivo, bem como descobrem e exploram movimentos e possibilidades expressivas. Nesse contexto, é importante que os bebês possam participar de situações nas quais brinquem por meio do contato corporal com o(a) professor(a), como, por exemplo, nas brincadeiras “serra-serra, serrador"; brinquem envolvendo modulações de voz, melodias e percepções rítmicas; brinquem com tecidos ao som de músicas; divirtam-se andando ou se rastejando devagar e muito rápido; e participem de brincadeiras de roda ou danças circulares, bem como acompanhem corporalmente o canto do(a) professor(a) alterando o ritmo e o timbre (alto, baixo, grave, agudo) dos sons etc.
Sugestões para o currículo

Ao formular objetivos de aprendizagem e desenvolvimento específicos para o currículo, é desejável detalhar noções, habilidades, atitudes e/ou especificidades locais para cada um dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento da BNCC. Para bebês, é possível construir objetivos específicos relacionados à exploração de ritmos corporais, como, por exemplo, participar de brincadeiras que envolvam o canto e o movimento, divertindo-se com a exploração de seu corpo e a percepção rítmica. O currículo pode considerar objetivos específicos relacionados ao desenvolvimento da noção de ritmo individual, como, por exemplo, participar de brincadeiras que envolvam o canto e o movimento, buscando corresponder seus gestos aos versos da canção, ajustando seus movimentos ao ritmo. O currículo local pode, ainda, trazer exemplos específicos de brincadeiras de sua região ou pode também abordar atitudes a serem desenvolvidas nessas situações, como interessar-se por explorar diferentes ritmos, velocidades e fluxos em contextos de interações e brincadeiras.

Assista ao conteúdo deste post no vídeo a seguir!

O objetivo faz parte campo de experiências:

Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

O código do objetivo de hoje é EI01ET06 e o descritivo é:

Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e fluxos nas interações e brincadeiras (em danças, balanços, escorregadores etc).

Sabe aquela brincadeira “Serra, serra, serrador”? Provavelmente, quando você era bebê, alguém brincou com você disso. E você provavelmente já brincou com um bebê, também.

O engraçado é que tem bebê que gosta tanto dessa brincadeira que eles continuam o balanço do corpo mesmo quando não tem mais a música, de tanto que gostam. Tem uns bebês que já preparam o corpinho para balançar para trás e para frente, mesmo antes da cantiga começar, porque já reconhecem a posição e em que estão assentados com os bracinhos sendo segurados pelos braços do adulto.

Mas um ponto que mais chama a atenção é que tem bebê que já aprende a Matemática da coisa e já joga o corpinho todo pra trás, quando percebe que é o momento da parte final da cantiga, em que normalmente o corpinho é jogado bem pra trás.

Essa brincadeira tem um princípio matemático interessante, para a faixa etária sobre a qual estamos falando, que são os bebês. 

A cantiga tem uma quantidade de versos e cita números e personagens, dependendo da versão, até chegar a uma parte em que um movimento maior é necessário, e também é o mais divertido. Se o bebê já sabe qual é o momento de fazer esse movimento mais longo, é porque está incorporando processos de contagem.

As chamadas cantigas e parlendas proporcionam aos bebês oportunidades de, brincando, movimentarem o corpo numa dancinha ou um simples balanço, que pode ser mais ou menos intenso, conforme a velocidade da música.

Um instrumental suave sugere um balanço ou um gestual igualmente suave. Uma música mais acelerada, com uma riqueza maior de toques e tambores, vai levar o bebê a um balanço mais intenso e ritmado.

Os educadores também podem propor uma cantiga em que os bebês cantem junto e reproduzam os sons. Se não souberem falar direito, que repitam aquilo que conseguirem, não tem problema, o importante é que eles se envolvam com a atividade.

Podem repetir uma nota, uma sílaba. Mesmo que não saibam falar, eles já conseguem reproduzir sons, fazer um barulho com a voz, ou com a palminha da mão, em diferentes velocidades e intensidades, como alto, agudo, grave, baixo, curto e longo.

Brincadeiras de rodinha, em que a música acelera e diminui o ritmo, vão levar os bebês a se arrastarem ou dançarem mais rápido ou mais devagar.

A riqueza de oportunidades e atividades a serem realizadas dentro desse objetivo é muito grande. Na medida em que os bebês vão tendo contato com as diferentes cantigas e brincadeiras, os educadores vão percebendo que alguns se interessam mais por coisas mais barulhentas, outros reagem melhor a sons mais calmos e tranquilos.

E, para aproximar ainda mais esse objetivo da Matemática, é interessante que os bebês vivenciem situações em que as cantigas ou as parlendas tratem de quantidades.

Quer exemplos? Vamos lá, vou te dar alguns:

  • Tem a música que diz um, dois, três indiozinhos…
  • Tem a brincadeira do serrador, que já mencionei…
  • Tem a brincadeira do uni-duni-tê…
  • Tem também aquela famosa do um, dois, feijão com arroz…

E por aí vai, gente. Se você está acostumado a trabalhar com essa faixa etária, ou pretende trabalhar, é só fazer um bom trabalho de pesquisa e também resgatar coisas lá da sua infância, quem sabe.

Legal demais, não é?

Olha só, neste post a gente encerra os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento propostos para bebês, de zero a um ano e seis meses.

Mas a série não acaba por aqui, de forma alguma. A partir do próximo post a gente vai falar sobre os objetivos para as chamadas, de acordo com a BNCC, de Crianças bem pequenas, que estão na faixa etária de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses.

Grande abraço! Tchau!